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quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Bruxa de Gwrach-y-rhibyn




O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro.

Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A trágica história da rainha assassinada

Para comemorar o dia dos namorados, nada melhor que se lembrar de uma trágica história real de amor. Deixando os romances literários como o de Romeu e Julieta, ou as lendas mitológicas de Tristão e Isolda, contarei a triste história de Inês de Castro- a rainha morta.
O romance do infante Pedro (mais um membro de uma imensa dinastia de “pedros” e “manuéis” da realeza portuguesa), futuro rei de Portugal, com a aia Inês de Castro. Fruto de um amor proibido, com traços hollywoodianos de drama e poder, a narrativa se passam na corte portuguesa. Como todas as boas histórias são difíceis separar fatos de lendas, contudo se levarmos em conta o talento artístico da idade média e da imaginação popular; contudo há muito registros históricos que dão veracidade à lenda.
A saga se passa nas primeiras décadas de 1300, mais precisamente no ano de 1320, ano de nascimento de Pedro, em Coimbra, que há época era a capital do reino. Com o destino traçado devido às grandes disputas na Península Ibérica, onde casamentos entre os nobres era a maneira mais comum de manutenção de terras e poder. Pedro estava prometido a Constança Manuel, sua prima, que pertencia a casa de Aragão, Leão e Castela. Pedro e Constança eram netos da venerada Santa Isabel de Castela, cujo corpo repousava em seu sono eterno no pátio do convento de Santa Clara, nas proximidades do castelo de Pedro.
Jovem como era ele se revoltou com a submissão a que foi submetido, mas a contragosto, se casou com a prima. Esta lhe deu três filhos, mas não foi capaz de ter dele seu amor. Pois o amor, Pedro tinha da dama de companhia dela, a jovem Inês, que segundo consta era uma graciosa jovem e loira e elegante, que deram a ela o sugestivo apelido de “colo de graça”.
Casos extraconjugais eram e ainda são comuns, e este romance não desagrada ninguém na corte – a exceção é claro era a pobre Constança-, que desesperada, convidou Inês a ser sua comadre, batizando um de seus filhos, na esperança que a familiaridade espiritual impossibilitasse o caso entre os compadres. Artimanha realizada em vão; como o escândalo continuava o rei Afonso lV mandou que Inês fosse levada à Albuquerque em Castela, mas ainda assim os amantes mantinham contato através de vasta correspondência apaixonada.
O romance parecia que teria um final feliz, com a morte de Constança em 1345 devido à complicações de um parto (motivo comum que encerrava a vida de muitas jovens mulheres), pois viúvo e aos 24 anos, Pedro não tinha mais obrigações a cumprir por seu infortúnio; então trouxe Inês de volta a Coimbra, instalando a moça eu castelo nas proximidades do convento de Santa Clara, pois era fácil de avistá-lo da janela de seus quarto.
Mas a felicidade aos poucos escasseava com a chegada da peste negra e com ela a superstição do povo, que achava que a doença era fruto da cólera de Deus para punir o povo devido ao adultério, e ainda mais pelo incestuoso (incestuoso devido aos laços do batismo, pois o fato de Pedro ter sido casado com uma parenta não vinha ao caso) romance do futuro rei. Mas apesar disto, os dois continuaram juntos. O escândalo irritava a todos, principalmente quando Pedro e Inês se encontravam em público na famosa (que ainda hoje é um cartão postal de Portugal) Fonte dos Amores.
Mas o romance criou um forte laço de amizade entre Pedro e os dois irmãos de Inês, Fernando e Álvaro de Castro, ainda que a para Pedro a amizade selasse um aliança entre os três ainda mais que ambos tinham algumas rusgas com o rei de Castela, o reino vizinho.
Politicamente, para Pedro, estes aliados não foram uma boa estratégia. Seu pai D. Afonso, que há tempos queria encontrar um meio de afastar Pedro definitivamente de Inês, ficou ainda mais enraivecido com a idéia de destronar o rei de Castela e coroar seu filho. Somando a isso, vem o fato que Castela há muito queria se separar de Portugal, e ainda pelo medo que o rei nutria pela suposta traição que seus netos ilegítimos poderiam atentar contra o legítimo herdeiro do trono, o filho de Pedro e Constança.
Dom Afonso então conspira contra Inês, e decide por um fim definitivo na aventura amorosa do filho. E em 7 de janeiro de 1355, o rei manda seus três asseclas - Pedro Coelho, Diogo Lopes Pacheco e Álvaro Gonçalves- vão até Coimbra onde está Inês, e se aproveitando da ausência de Pedro – que havia saído para uma caçada, esporte comum da realeza- encontram- na sozinha, e num ato de extrema covardia degolam a moça indefesa e enterram seu corpo às pressas no convento de Santa Clara.
Quando Pedro retorna, a dor lancinante que apodera de seu coração, fica louco de ódio e levanta um exército contra seu pai. E o confronto entre pai e filho só termina com a intervenção da rainha Beatriz, mãe e esposa deles, que combinou um tratado de paz, mas não afastou a espada que feriu de morte o coração inconsolável do filho (não era para menos, não é?). Parece que depois da guerrilha, os nunca mais se viram e dois anos mais tarde, em 1357, o rei Afonso lV morreu.
Assentado no trono do pai, Pedro em seu primeiro ato foi mandar prender os traidores. Conseguiu trazer de Castela onde estavam refugiados. Pedro Coelho e Álvaro Gonçalves, pois Diogo Lopes Pacheco conseguiu fugir. E movido por uma curiosa vingança (Freud explica) condenou os dois à morte e ordena que o coração dos homens fosse extirpado: um pelo peito e outro através das costas.
Mas aí que começa a bizarrice real (perdão do trocadilho, ainda mais se a história toda não fosse suficientemente bizarra). Com o trauma, Pedro parecia que nunca mais recuperou o juízo perfeito. Movido por uma mórbida obsessão, e pela maneira desesperada e irreal de se fazer justiça à mulher amada, o rei afira que se casou em segredo com Inês, fazendo dela assim rainha, portanto merecedora de todas as pompas e honras de sua soberania. Ela manda traslar seu corpo a Coimbra e o instala no mosteiro Real de Alcobaça, mausoléu dos monarcas portugueses. Relatam-se da viajem fúnebre que o corpo foi acompanhado de um cortejo constituído de cavaleiros montados em belos cavalos, acompanhados de muitas donzelas e membros do clero. Juntaram-se a eles mais de mil homens que seguiam a rainha trazendo nas mãos velas acesas em sinal de luto. Diz-se também que Pedro mandou que construíssem um mausoléu de lindas pedras brancas trabalhada sutilmente, com a tampa entalhada a cabeça coroada de Inês (estes entalhes são muitos comuns a lordes, santos, clero e a realeza e ainda hoje são vistos com suas riquezas de detalhes).
Não satisfeito com o que lhe era possível fazer em honra e memória da amada, Pedro também teria colocado o corpo de Inês ao trono, coroando sua cabeça com a jóia de sua mãe, e obrigou a nobreza a beijar com reverências as mãos cadavéricas da rainha. O que fez com nascesse a célebre frase: “Agora é tarde, Inês é morta!”. Que indica: tarde demais, não há mais nada a se fazer.
Pedro mandou também entalhar no túmulo real detalhes de sua história; e em janeiro de 1367 o triste rei morreu e foi enterrado próximo ao túmulo de Inês. Contrariando o costume de se enterrar cônjuges lado a lado, o corpo de Pedro foi posto em um esquife à frente de Inês e seus túmulos ficaram em posições frontais para que segundo a religiosidade da época, devia para que eles se abraçassem no dia da ressurreição. E nestes túmulos que ainda hoje estão expostos no convento de Santa Maria de Alcobaça, estão entalhados que os dois permaneceriam juntos “até o fim do mundo...”.
Curiosamente, dos filhos do casal, descenderam a maioria parte da realeza européia e se constatou que entre os séculos XV e XVI, a maioria da nobreza tinha o sangue de Pedro e Inês. Com o avanço das colônias portuguesas, em especial o Brasil, estes sangues se espalharam por toda a população, não somente entre a nobreza, mas também entre os comuns, o que sem dúvida faz com que algum leitor certamente cumpra com a promessa da frase do túmulo dos amantes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Casos que ninguém dá valor

Na cidade que morei quando criança, Lorena, existem alguns locais que tanto por ignorância da própria população, quanto por descaso do poder público perante a história da cidade, são desconhecidos da maioria.
Existem locais que dizem ser assombrados como a Fazenda Amarela, local que foi entre outras coisas uma antiga fazenda de escravos, que segundo alguns contam, é possível ver e ouvir o lamento dos espíritos dos escravos presos ao lugar. A Fazenda do Ipê até hoje é residência dos familiares dos antigos proprietários, donos de terras e escravos da época do Brasil imperial.
E é nas proximidades da Fazenda do Ipê que existe a lenda do antigo cemitério dos escravos, que hoje foi transformado em residência de munícipes. Dizem que ninguém retirou os restos dos corpos e construíram residências ou venderam lotes ao passar dos anos (realmente isto é uma lenda).
Também nas ruas próximas à Fazenda, existe um colégio público que dizem que há ainda hoje, um túmulo no pátio da escola. Bem, eu estudei lá e afirmo que nunca encontrei nada que se parecesse com um túmulo nesta escola. Outros afirmam que o tal túmulo fica embaixo das Igreja dos Santos Anjos. Que ele foi encontrado quando foram aplainar o terreno (que fica em uma ladeira íngrime) para a construção da capela. Bem, eu não vi nada no terreno, mas existem ex-vizinhos que afirmaram que havia sim um túmulo perdido.
Bem, mas triste mesmo (e isto não é lenda) é o que estão fazendo com o Antigo Cemitério dos Ingleses.
Este cemitério ficava bem longe do centro e do cemitério municipal, pois ele era um local onde se enterravam pessoas que não eram consideradas almas cristãs. Isso devido ao fato de que o local se destinava a corpos de protestantes (portanto, para a época extremamente católica) que eram indignos de compartilhar a mema terra das puras almas cristãs que aguardavam o dia do juízo final.
O Cemitério dos Ingleses foi fundado por um inglês (eu me lembrava o nome dele, mais esqueci, portanto peço por favor, quem têm maiores informais acerca do caso, informe no site) que era um mercenário que enriqueceu na Guerra do Paraguai, e não sei exatamente por qual circunstância ou razão veio parar por estas terras. E seu tino prático, fez com que houvesse este local de morada perpétua para pessoas de situação semelhante à sua.
Como eu havia comentado, a sina do Cemitério dos Ingleses é muito triste. Parece que a mentalidade da época das colônias ainda está presente no caráter das pessoas. Pois o terreno que foi abandonado por muitos anos, fato que fez com que muitos lorenenses nem sequer saiba de sua existência, foi doado à Igreja Católica para que ela construísse um tal oratório, ou casa paroquial, ou algo do gênero. Ou seja, a memória destas pessoas foi apagada, não somente pelo desrespeito do local, como também pela construção deste 'troço' católico, apagando parte da história da cidade, e por consequência do próprio Brasil.
Ninguém reclamou quando começaram a construção desse treco aí. Mas eu, mesmo não sendo nem católica nem protestante (sou brasileira, pago meus impostos), nem descendente destas pessoas, fico indignada com a ignorância e pelo descaso por parte de pessoas que deveriam zelar pelo patrimônio e pela história da cidade.

Agradecimentos ao Jaqueline Cristina pela postagem.

A Lenda de Guedes

Uma curiosa lenda que envolve a cidade de Cariré - CE, a 265 km de Fortaleza, fala de uma mulher que havia se perdido na mata durante dias, sem conseguir encontrar o caminho de volta acabou por falecer de fome e sede e ironicamente a apenas 200 metros de um açude.
Pescadores relatam que quando vão pescar no açude, pode-se ouvir os gritos de socorro de uma mulher em meio a mata, outras pessoas em respeito a finada Guedes, construiram uma cruz no local onde ela foi encontrada morta. Algumas pessoas deixam lá pratos de comida ou garrafas com água e pedem pequenos milagres em troca, já levam velas e oram para que Guedes encontre a paz eterna.
Quando soube dessa história, fui visitar o local, e afirmo que realmente é um lugar de difícil acesso. O caminho é penoso e sem falar das mariposas que ficam em galhos baixos. Não pude comprovar se tudo que a população local relatou era real, porém cada lenda sempre guarda um fundo de verdade.

A lenda do Pocong


Pocong é um fantasma da Indonésia ou Malásia que dizem ser a alma de uma pessoa morta presa em suas roupas. A mortalha do pocong é usada pelos muçulmanos para cobrir o corpo do morto. Eles cobrem o corpo com um tecido branco e laçam a roupa sobre a cabeça, nos pés e no pescoço.
De acordo com as crenças nativas, a alma de uma pessoa morta vai ficar na Terra por 40 dias após a morte. Quando os laços não são desamarrados após 40 dias, dizem que o corpo salta para fora da sepultura para avisar as pessoas que a alma precisa que as amarras sejam desfeitas. Após os laços serem liberados, a alma vai deixar a Terra e nunca mais aparecer. Por causa da amarra nos pés, o fantasma não pode andar. Isso faz com que a Pocong pule.


Agradecimentos ao Camilo pela postagem no site sobrenatural.org

Dançando com um cadaver


Quando morei em Presidente Venceslau, minha avó contou-me um "causo" que se sucedeu próximo de onde morávamos, num clube a apenas duas quadras de casa. Sucedeu-se a muitos anos atrás...

Havia baile todos os sábados à noite que terminavam por volta das 4:00 h da manhã. Num certo baile um rapaz embriagou-se muito e começou a dançar sozinho, simulando agarrar alguém pela cintura; Os amigos acharam estranho porém julgaram ser efeito da bebida e não deram muita importância. Por volta das 3:00 h o mesmo evadiu-se do baile sem despedir-se dos amigos, quando estava saindo um dos seguranças que o conhecia ainda perguntou se ele já ia embora sozinho e este respondeu: "Vou levar minha namorada em casa." e partiu tomando o rumo da telefônica que era justamente na esquina de trás da nossa rua.

No dia seguinte os amigos foram até sua casa para saber o motivo dele haver partido sozinho do baile e o mesmo demonstrando muito nervosismo perguntou se eles não viram a "moça" com quem dançou a noite toda.

- Mas Fulano, não havia moça nenhuma... Você estava bêbado dançando sozinho...

- Não, havia uma moça muda com quem dancei a noite inteira, muito bonita por sinal, quando a chamei pra dançar ela sorriu e apenas acenou com a cabeça... Daí julguei ser muda... Quando a mesma deu sinais de estar cansada perguntei se ela queria beber algo daí ela apontou para a saída, perguntei então se ela já iria embora e se eu poderia levá-la em casa e ela acenou afirmativamente; Saímos e ela apontou para a rua da telefônica, passada a telefônica a próxima rua à esquerda era a do cemitério, então comecei a ficar cismado, um calafrio começou percorrer minha espinha e, a essas alturas eu já havia soltado a sua mão... Exatamente na esquina voltei a perguntar onde ela morava e adivinhem pra onde ela apontou? Pro cemitério... Então não tive dúvidas, corri mais que boi desgarrado... Só parei de correr na rua de casa com o coração querendo pular pela boca...

Um dos amigos mais cético apenas comentou: "O que a cachaça não faz?..."
Créditos á postagem do
Bareta da Viola no site Sobrenatural.org
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