Esse relato ocorreu com minha irmã, em Maio de 2001, quando meu pai faleceu.
Minha irmã caçula tinha a imagem do meu pai como seu amigo e protetor, e ele não fazia por menos. Era um homem dedicado à família e à oração, e ela por ser a caçula recebia mais atenção e cuidados.
Ele estava trabalhando, quando subitamente teve um enfarte fulminante e veio a falecer. Tentamos esconder dela, dizendo que papai estava internado, mas ela gritava e dizia que ouviu uma voz lhe falando que papai havia morrido.
O corpo de meu pai foi levado ao IML, por ter falecido fora do hospital. Nesta noite meu irmão casado e meu noivo (na época) dormiram aqui em casa para de manhã, bem cedo, darem entrada nos papéis do óbito. Minha mãe desesperada não quis dormir em sua cama, trocando com minha irmã.
De madrugada acordamos com minha irmã gritando muito, fomos ao quarto de meus pais, aonde ela dormia naquela noite. Ela estava trêmula e apavorada. Contou-nos que um ser parecendo um homem em estado de putrefação, seco, com terra pelo corpo, cheirando a podre, pulou em cima dela e tentava beijá-la, segurando seus braços. Ela não conseguia gritar e lutou muito com ele, que se desmanchava em pedaços de ossos exalando um fedor horrível. Esse ser dizia que agora ela estava desprotegida. Quando finalmente ela teve forças de gritar ele desapareceu. Foi difícil convencê-la a voltar a dormir. Não demorou nada, e acordamos com ela gritando novamente. Voltamos ao quarto e ela relatou que via o necrotério e papai passando pela autópsia. Ela descreveu com detalhes os procedimentos todos. Fiquei assustada, pois sou da área de saúde e conheço os procedimentos e instrumentos usados nestes casos, mas ela não os conhecia e eu nunca havia comentado sobre isto. Preferi acreditar que ela viu isto em algum filme policial e se impressionou. Resultado: passamos a noite em claro.
Dias após, ela começou a ter visões de um espírito muito alto, vestido com um manto negro de capuz e seu rosto era semelhante a uma caveira. Ela chorava o tempo todo pela falta de papai e dizia ser perseguida por esta entidade. Nos relatou que esta entidade se identificou a ela como sendo o espírito pelo qual meu avô fizera um pacto, dando sua alma a ele. Como meu avô não cumpriu o pacto, se suicidando dias após, esse espírito então queria que ela o seguisse, pois teria planos para ela; porque ela seria o terceiro neto, do terceiro filho de meu avô. Só não veio antes pelas orações de meu pai, que a protegia... Ficamos assustados.
Quando minha tia, irmã de meu pai soube o que acontecia com minha irmã; abriu o jogo contando a história de família que não sabíamos:
Meu avô, quando meu pai ainda era criança, teve câncer e sofria muito, pois não tinha condições financeiras de se tratar em outra cidade. Era uma época remota e ele morava em uma pequena cidade do interior de São Paulo. Meu avô, no desespero, foi até um feiticeiro que morava nas imediações e fez um pacto de sangue pedindo saúde e riqueza. Mas por ser muito devoto se arrependeu e se confessou com o padre, mas a angustia do pacto e sofrimento da doença foi tanto que no jardim da igreja, ele tirou uma navalha do bolso cortando a jugular de seu pescoço, vindo a falecer ali mesmo. Isto foi muito vergonhoso para a família na época, sofreram muito e decidiram guardar este segredo. Meu pai era muito carinhoso, mas nunca falava sobre sua infância e nem sobre seus pais. Ficamos todos pasmos! E mais assustados ainda.
Não entendíamos na época como agir, nem mesmo se era possível espíritos virem requerer dívidas. Decidimos que só Deus poderia dar jeito. Ajuntamos nossa família na casa de meu irmão mais velho, e chamamos um senhor para nos ajudar com as orações. Reunimos-nos na sala. Minha irmã ficou sentada em uma cadeira e fizemos um círculo de mãos dadas em torno dela. Em meio à prece um quadro de vidro com a foto de meu sobrinho menor pulou da estante como sendo jogado contra nós, espatifando no chão. Ela então começou a gritar e dizer repetidamente: "Ele está aqui! Ele está aqui!" Ficamos assustados, mas não paramos as orações, e nem soltamos as mãos. Seu rosto se transfigurou e começou a falar com uma voz grossa, que não era dela, amaldiçoando a todos e fazendo ameaças. Meu sobrinho mais velho viu o espírito que a perseguia e começou a descrevê-lo em voz alta, batendo os pés no chão, assustadíssimo. Foi difícil continuar as preces, mas ela foi se acalmando, se aquietou, voltando ao normal.
Passados dias, ela nos contou que sonhara com papai, e que ele estava muito feliz num lugar lindo conversando com um grupo de pessoas, e que um homem de roupas bem claras se aproximou dela e lhe disse para não chorar mais, que meu pai estaria sempre com ela a protegendo, juntamente com outros amigos que lhe queriam muito bem.
Graças a Deus ela nunca mais voltou a ver o homem que a perseguia.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Visão do Inferno ? - Mark Powell
Mr Hide me enviou essas fotos do artista Austráliano Mark Powell que fez uma maquete da sua visão do inferno...
um tanto quanto perturbador...

















Pesquisando mais encontrei o site do artista que diz:
Eu tenho trabalhado principalmente na criação de ambientes em miniatura, onde seres imaginários evoluir, delegar, consumir, excretar, multiplicar e decadência.
Meu esculturas exagerar e distorcem a natureza violenta do processo biológico de degeneração e regeneração, parasitismo, canibalismo e da reciclagem da carne, que permite inúmeras formas da vida a evoluir cada vez mais complexas funções perceptivas e locomotiva.
(Tradução do Google, http://www.markpowellart.com/)
Pelo que entendi não é exatamente uma visão do inferno, e sim uma visão sombria que ele criou da natureza, lembrando muitooo as visões perturbadores do autor Clive Barker(Hellraiser).
Ou vai ver também ele só estava criando uma nova fase para Silent Hill...
um tanto quanto perturbador...

















Pesquisando mais encontrei o site do artista que diz:
Eu tenho trabalhado principalmente na criação de ambientes em miniatura, onde seres imaginários evoluir, delegar, consumir, excretar, multiplicar e decadência.
Meu esculturas exagerar e distorcem a natureza violenta do processo biológico de degeneração e regeneração, parasitismo, canibalismo e da reciclagem da carne, que permite inúmeras formas da vida a evoluir cada vez mais complexas funções perceptivas e locomotiva.
(Tradução do Google, http://www.markpowellart.com/)
Pelo que entendi não é exatamente uma visão do inferno, e sim uma visão sombria que ele criou da natureza, lembrando muitooo as visões perturbadores do autor Clive Barker(Hellraiser).
Ou vai ver também ele só estava criando uma nova fase para Silent Hill...
domingo, 27 de junho de 2010
Objeto misterioso
O fato que agora vou lhes relatar, aconteceu em 1974, numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul. Acontecia que no escurecer, as pessoas do interior costumavam sentar nas varandas para admirar as estrelas. Minha tia era casada , e seu marido chegava tarde em casa. Ela estava sozinha em casa e não tinha vizinhos por perto. Era por volta de oito da noite, estava sentada em uma cadeira quando avistou algo vermelho embaixo de algumas árvores, há uns cem metros de distância aproximadamente, achou primeiramente que fosse fogo, mas ao perceber melhor, notou que aquilo era um objeto esférico, pouco maior que uma bola de basquete e que mantinha-se estático no ar. Ela disse que não se assustou no momento em que a viu, então alguns minutos depois este estranho objeto cor de fogo foi se deslocando paulatinamente até se perder de vista no meio do arvoredo. Minha tia relatou o evento para todo da família, porém ninguém acreditou na época. Uns três anos depois esta região do estado ficou conhecida por aparições misteriosas de bolas de fogo flutuantes.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O sobrado misterioso
Meu marido e eu nos mudamos para um conjunto de sobrados geminados. Era uma construção antiga. Meu sobrado era geminado com outro que estava vazio para ser alugado e os outros dois estavam ocupados por idosos, que residiam ali há muito tempo.
Durante o dia eu ficava só com os meus cachorrinhos. Comecei a escutar choros de mulher vindos da casa vazia. Quando não era a voz de uma mulher, era a de um homem que falava como que implorando algo, mas eu não conseguia identificar o que ele falava. Isso durava poucos minutos e tudo voltava a se aquietar. Incomodada resolvi perguntar para uma senhora moradora do conjunto, se durante o dia alguém entrava no sobrado vazio. Ela me respondeu que não que ele estava sempre trancado. Perguntei dos antigos moradores dali, e ela contou que moraram duas moças, que durante as madrugadas as ouviam fazendo rituais de evocação. Não contei sobre as vozes para ela.
Uma tarde estava na cozinha e escutei passos fortes vindo do quarto. Fiquei trêmula; peguei os meus dois cachorrinhos no colo e ficamos no quintal. Porém não poderia ficar ali até meu esposo retornar. Tomei coragem, entrei e subi as escadas. Quando cheguei ao quarto, foi como se eu entrasse em transe; não eram meus móveis que estavam ali, era tudo diferente e antigo, como se outra pessoa estivesse morando naquele sobrado! Durou apenas segundos e quando despertei já era novamente os meus móveis. Sai correndo que nem sei como não rolei nas escadas. Não subi no quarto até meu esposo chegar.
Em uma noite quando chegávamos das compras, tive a impressão de ver um homem de chapéu próximo à janela da sala. Ignorei, abri a porta e entramos, nesse momento minha cachorrinha saiu para o quintal. Fui buscá-la e a vi abanando o rabinho, fazendo festa olhando na direção onde eu vi a imagem do homem de chapéu. Me arrepiei toda, peguei ela no colo e entrei rapidinho.
Durante uma madrugada, escutei um barulho no quarto em que dormíamos. Como minha cama ficava perto do interruptor, estiquei o braço e ao acender a luz, vi um homem ao lado de minha cama. Ele era bem baixinho, todo deformado, como se tivesse óleo espalhado pelo corpo e seu olhar era de pura maldade. Dei um grito e ele desapareceu. Meu marido acordou e custou a me acalmar.
Naquele dia mudou-se uma senhora solitária, para o sobrado ao lado. Fiquei feliz, imaginando que agora aquelas vozes e choros que eu ouvia acabariam. Porém, durante as madrugadas aquela senhora parecia ficar possuída. Ela gritava, falava palavrões, arrastava os móveis parecendo brigar com alguém. Todas as madrugadas era a mesma coisa; não dormíamos mais. Até a policia foi chamada, mas não adiantou.
Resolvemos nos mudar. Quando estávamos saindo da casa, um senhor se aproximou e perguntou:
- Vocês já vão se mudar? Não ficaram nem cinco meses! Puxa, ninguém consegue ficar morando muito tempo nesta casa!
Nem quis saber o que ocorreu com os antigos moradores... Apenas queria ir embora dali!
Durante o dia eu ficava só com os meus cachorrinhos. Comecei a escutar choros de mulher vindos da casa vazia. Quando não era a voz de uma mulher, era a de um homem que falava como que implorando algo, mas eu não conseguia identificar o que ele falava. Isso durava poucos minutos e tudo voltava a se aquietar. Incomodada resolvi perguntar para uma senhora moradora do conjunto, se durante o dia alguém entrava no sobrado vazio. Ela me respondeu que não que ele estava sempre trancado. Perguntei dos antigos moradores dali, e ela contou que moraram duas moças, que durante as madrugadas as ouviam fazendo rituais de evocação. Não contei sobre as vozes para ela.
Uma tarde estava na cozinha e escutei passos fortes vindo do quarto. Fiquei trêmula; peguei os meus dois cachorrinhos no colo e ficamos no quintal. Porém não poderia ficar ali até meu esposo retornar. Tomei coragem, entrei e subi as escadas. Quando cheguei ao quarto, foi como se eu entrasse em transe; não eram meus móveis que estavam ali, era tudo diferente e antigo, como se outra pessoa estivesse morando naquele sobrado! Durou apenas segundos e quando despertei já era novamente os meus móveis. Sai correndo que nem sei como não rolei nas escadas. Não subi no quarto até meu esposo chegar.
Em uma noite quando chegávamos das compras, tive a impressão de ver um homem de chapéu próximo à janela da sala. Ignorei, abri a porta e entramos, nesse momento minha cachorrinha saiu para o quintal. Fui buscá-la e a vi abanando o rabinho, fazendo festa olhando na direção onde eu vi a imagem do homem de chapéu. Me arrepiei toda, peguei ela no colo e entrei rapidinho.
Durante uma madrugada, escutei um barulho no quarto em que dormíamos. Como minha cama ficava perto do interruptor, estiquei o braço e ao acender a luz, vi um homem ao lado de minha cama. Ele era bem baixinho, todo deformado, como se tivesse óleo espalhado pelo corpo e seu olhar era de pura maldade. Dei um grito e ele desapareceu. Meu marido acordou e custou a me acalmar.
Naquele dia mudou-se uma senhora solitária, para o sobrado ao lado. Fiquei feliz, imaginando que agora aquelas vozes e choros que eu ouvia acabariam. Porém, durante as madrugadas aquela senhora parecia ficar possuída. Ela gritava, falava palavrões, arrastava os móveis parecendo brigar com alguém. Todas as madrugadas era a mesma coisa; não dormíamos mais. Até a policia foi chamada, mas não adiantou.
Resolvemos nos mudar. Quando estávamos saindo da casa, um senhor se aproximou e perguntou:
- Vocês já vão se mudar? Não ficaram nem cinco meses! Puxa, ninguém consegue ficar morando muito tempo nesta casa!
Nem quis saber o que ocorreu com os antigos moradores... Apenas queria ir embora dali!
Agradecimentos á Hanah pela postagem.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Homem de capuz
Bom, quando eu era bem mais nova, meu irmão só queria saber de dormir com a luz acesa, e como dormíamos no mesmo quarto eu tinha que aguentar a luz no meu rosto.
Um belo dia meu primo foi dormir lá em casa e eu fui para o quarto de minha irmã. Como ela tinha saído e iria voltar tarde, eu aproveitei para dormir com a luz apagada, ou seja, escuridão total. Peguei no sono tranquila. De madrugada ela ainda não havia chegado, então eu me virei na cama e abri o olho de relance, foi quando eu o vi: era um homem velho, com barba branca e bigode, ele estava vestido com um capuz vermelho, sentado na cama de minha irmã, me olhando. Só que na escuridão eu o via perfeitamente, como se ele tivesse luz própria, mas não iluminava o quarto.
Com o coração quase na boca, eu me sentei na bicama, me arrastei de costas até o interruptor de luz. Quando consegui acender não havia mais nada lá.
Sinceramente não sei quem era, não falou nada, apenas me olhava. Será que alguém poderia me dizer o que foi isso?
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O Gárgula

“Todo mito ou lenda tem um fundamento real.”
— Spencer
Alguém bate na porta. Domênica atende.
— A senhora se chama Domênica? – pergunta um homem de aparência bastante simples, carregando uma pasta na mão.
— Sim. – responde Domênica, um pouco surpresa.
— É um prazer conhecê-la, senhora Domênica. Meu nome é Marcos Silva, eu sou médium. E estou aqui a pedido de seu irmão Carlos, ele quer muito falar com a senhora.
— Como assim? Meu irmão morreu dias atrás!
— Eu sei disso, senhora. É por isso que eu estou aqui. E ficaria muito agradecido se a senhora me convidasse para entrar.
— Claro, entre. – diz Domênica um pouco desconfiada.
Domênica pede para que o médium sente no sofá, mas ele prefere ficar na mesa, onde põe alguns papéis e uma caneta que estavam em sua pasta.
— A senhora acredita em espiritismo, Domênica? – pergunta o médium.
— Não sei se posso acreditar nisso. Não estou familiarizada com o assunto.
O médium põe as mãos cruzadas sobre a mesa, e olhando fixamente para Domênica, tenta dar uma breve explicação. Diz que muitas pessoas, após a morte, precisam resolver um assunto que ficou pendente no plano terrestre, caso contrário terão dificuldades para evoluir espiritualmente. E esse era o caso de seu irmão Carlos, ele precisava falar com ela, queria sua ajuda.
— E como ele vai falar comigo? – pergunta Domênica, sem saber se acreditava ou não.
— Através da psicografia, que é um método em que o espírito usa para se comunicar com os vivos. – responde o médium apontando para os papéis sobre a mesa – Tudo que ele disser eu vou escrever nestes papéis que a senhora está vendo.
Mas Domênica parece um pouco confusa.
— Escute, senhor Marcos. Meu marido ainda não chegou. Não sei se devo...
O médium a interrompe:
— Sei que você e seu irmão não eram muito próximos. Ele me disse isso. Mas você precisa ouvir o que ele tem a dizer. Carlos está precisando de ajuda, e quer que você o ajude. O motivo eu não sei, mas isso vai trazer conforto ao seu coração.
— E o senhor vai fazer isso agora? – pergunta Domênica.
— Sim – responde Marcos.
— Tudo bem. Eu precisava mesmo de algumas respostas. Não que eu acredite completamente nisso, mas respeito sua crença. Nunca entendi direito o meu irmão, mas não foi minha culpa minha ele ter morrido do jeito que morreu. Ele estava louco!
Marcos apenas diz:
— Eu entendo. Não se culpe por algo que você já foi perdoada. – Então ele põe a mão esquerda sobre a testa, e com a direita começa a escrever. E assim começa a psicografia:
“Minha irmã Domênica, eu a perdôo.
“Quando eu era vivo, tive que cuidar de nossa mãe doente na casa dela. Você sabe disso. Eu não preciso dizer. Mas o que você não sabe é que passei várias noites sem dormir direito por causa dela. Muitas vezes, durante a madrugada, eu era acordado pelos gritos de nossa mãe. Ela pedia socorro, queria água, estava com falta de ar, etc. Eu sozinho tive que cuidar de uma senhora doente.
“Você raramente nos visitava. Mamãe sentia muito a sua falta. Mesmo assim, eu te perdôo.
“Tive também que cuidar da casa, do jardim e das tarefas domésticas. Eu já estava bastante acostumado com essa casa. Mas quando mamãe morreu, você finalmente apareceu para reclamar seus direitos sobre a casa. Mamãe não fez testamento. E a casa naturalmente é sua porque sou filho adotivo, enquanto você é filha verdadeira.
“Pedi para você me deixar a casa, já que fiquei dez anos nela cuidando de nossa mãe. Além disso, você só aparecia no natal e já morava num apartamento próprio com seu marido. Mas resolveu sair do apartamento para morar na casa. E deixou que eu ficasse apenas se trabalhasse como seu empregado e dormisse no quarto de hóspedes. Mas tudo bem, eu te perdôo. Você não sabia o que estava fazendo. Não sabia o quanto aquela casa significava para mim. Porém, o que tenho a lhe dizer é bem diferente.
“Você lembra que eu sempre fui apaixonado por igrejas? Eu estava na faculdade de arquitetura. Tinha acabado de conseguir uma bolsa de estudos quando me apaixonei pela arquitetura das catedrais. Sempre quis viajar para ver de perto as igrejas góticas que eu só conhecia através de fotografias. Mas me via impossibilitado de fazer qualquer viagem, já que mamãe precisava de mim. E o que me restava era sonhar para combater a loucura que se apoderava de minha mente. Sim, cuidar de minha mãe estava me deixando louco. Eu me sentia um enfermeiro escravo de um hospital quase vazio, assombrado pelo fantasma doente de minha mãe.
“Nunca vi nada tão belo como aquelas manifestações artísticas que marcaram o período entre os séculos XII e XVI, inicialmente chamadas de “arte dos godos” pelos artistas do Renascimento.
“O que mais me atraía nessa arquitetura gótica era a forma vertical de suas igrejas, simbolizando o desejo de espiritualidade.
“Domênica, sou agora um espírito que precisa subir tal como a arquitetura dessas igrejas. Mas para isso quero que você me ajude.
“Não me importo mais com as igrejas que não pude conhecer. Quem sabe você não possa conhecê-las por mim? Tenho certeza de que você iria maravilhar-se com o gótico clássico das catedrais de Chartres, de Reims e de Amiens, na França.
“Talvez você ficasse impressionada com o mosteiro da ordem de Cluny, ou a igreja da Madeleine de Troyes, em Paris, onde a arquitetura possui a forma de chamas, num estilo chamado “flamboyant”, que quer dizer flamejante em nossa língua.
“Recomendo também uma visita à abadia de Westminster, nas ilhas britânicas.
“É como se eu já tivesse visitado todos esses lugares, como se eu fizesse parte deles. Mesmo os conhecendo apenas por fotografias, sinto que já vivi na época em que surgia essa arquitetura.
“Por isso, recomendo também uma visita às altas torres e esculturas que decoram as portas e os vitrais das catedrais de Burgos, Toledo e Leon, na Espanha.
“Você iria ficar impressionada com as esculturas. Elas parecem estar em movimento, ou de alguma forma se expressando. Sempre com imagens de Cristo e da Virgem, e sempre mostrando um lado humano na divindade.
“É incrível como as esculturas, em suas posições e formas, narram claramente e de forma didática, a história da vida de Cristo e da Virgem, a Ressurreição e o Juízo Final, as estações do ano e o zodíaco. Tudo isso numa demonstração em que as figuras se relacionam entre si e expressam sentimentos.
“Você vai ficar ainda mais impressionada quando visitar, na Espanha, a Porta do Relógio da catedral de Toledo, o portal da igreja de Santa Maria de Vitória e a Porta Preciosa da catedral de Pamplona. Pois o misticismo aí contido é incrivelmente real.
“A pintura dos vitrais, que são abundantes nas catedrais góticas, pode ser vista em sua forma mais admirável nas catedrais francesas de Chartres e Notre-Dame de Paris, e na de Leon, na Espanha. As cores são muito vivas, brilhantes e dotadas de um detalhismo impressionante devido ao uso da pintura flamenga a óleo, que foi o estilo mais usado e apreciado no mundo gótico. Por isso, sugiro uma apreciação no ‘Políptico da adoração do Cordeiro místico’, de Hubert e Jan van Eyck.
“É claro que essa admiração pela arquitetura gótica levou-me a apreciar suas tendências posteriores. Como é o caso do romantismo e suas tendências medievais. Tal continuação do mundo gótico é chamado de Neogótico ou pseudo-gótico na Inglaterra, que em 1755 é adotado pelo escritor Horace Walpole, criador do chamado romance gótico. Esse escritor mandou construir réplicas de autênticas ruínas góticas em sua famosa residência de Strawberry Hill. Por isso, sugiro que visite também o mais importante monumento neogótico da Inglaterra: o Parlamento, em Londres, construído entre 1837 e 1843 por Charles Berry e Augustus Pugin.
“Porém, antes de visitar todos esses lugares, você deve ter a coragem de visitar o meu túmulo. Vou lhe dizer o motivo:
“Certo dia, consegui visitar uma catedral. Na entrada, bem na porta, havia um gárgula. Um animal de pedra, figura grotesca alada que fica na entrada das catedrais góticas, olhando desafiadoramente as pessoas que entram no local sagrado. A crença diz que os gárgulas protegem as igrejas de invasores indesejados. Há também a lenda que diz serem eles verdadeiros seres num corpo de pedra, do tamanho de um homem. Mas esse era pequeno. Não chegava nem na minha cintura.
“O fato é que quando olhei para o gárgula, não consegui entrar na igreja. Tive a impressão de que ele estava vivo, que realmente estava me olhando, me desafiando. Fiquei com medo de entrar na igreja. Tentei várias vezes. Abandonava e depois voltava ao local constantemente, mas não consegui. Aquele maldito ser infernal estava atrapalhando minha visita. Eu simplesmente não conseguia entrar na catedral!
“Foi então que resolvi tirá-lo de lá para que ele não atrapalhasse mais a minha entrada. Sim, eu roubei o gárgula!
“E não parou por aí.
“Levei aquela criatura de pedra para o meu quarto.
“Na época mamãe já tinha morrido.
“Deixei o maldito sobre a mesa, próximo à porta. Fiquei um bom tempo observando sua face, como seu olhar metia medo e como parecia vivo! Fiquei tanto tempo observando o gárgula que nem me dei conta de que dormi. Sonhei com o gárgula. Parece irônico, mas nem em meus sonhos ele me deixou em paz. Sonhei que ele se aproximava cada vez mais de mim com aquele seu olhar desafiador.
“Seus olhos foram ficando vermelhos, como sangue. E de sua boca começou a jorrar sangue. Em grandes quantidades!
“Acordei horrorizado. E lembrei que muitos gárgulas serviam de goteira esculpida para escoar a água das calhas longe das paredes. Já o sangue me fez lembrar do sangue de Cristo.
“Percebendo minha loucura, voltei a mim, sentado na cama, e olhei o gárgula sobre a mesa. E para não afundar ainda mais na insanidade, resolvi tirá-lo de meu quarto. Mas tive medo de tocá-lo!
“Em seu olhar desafiador, ele me impedia.
“Resolvi então sair do quarto. Mas não consegui! O gárgula estava ao lado da porta me desafiando. Parecia dizer: ‘Ouse passar por aqui!’.
“E fiquei no meu quarto. O dia inteiro, a noite inteira.
“Não havia janela, você sabe. E eu estava com fome. E desesperado.
“Seria um aviso? Uma maldição?
“Ele parecia dizer: ‘Olhe para os meus olhos... e morra!’.
“Fiquei pensando se isso não poderia ser fruto da minha imaginação. Uma neurose baseada numa fantasia criada por mim mesmo. Mas nossas fantasias, as que criamos, não poderiam tornar-se realidade? Quando fantasiamos muito sobre algo, isso não poderia ter sido influenciado por algo real? E se aquele gárgula, que parecia não estar vivo, que parecia não estar ali, realmente estava? Hoje sei que pode haver uma presença onde a sentimos, mesmo que de forma absurdamente fraca. Estaria a estátua possuída por uma presença que foi fruto de uma fantasia alimentada ao longo dos anos pela realidade? Como a lenda de uma criação tão perfeita, mesmo que fantasiosa, passa de geração a geração sem possuir origem? Será que matamos constantemente nossas aberrações que constantemente reclamam por seu lugar na existência?
“O fato é que eu não conseguia passar pela porta do meu quarto, não conseguia sair com o gárgula impedindo minha passagem. Também não conseguia tirá-lo dali, pois eu tinha medo de tocá-lo. Pior: eu não conseguia me aproximar dele.
“Até que tive uma idéia. Resolvi quebrar a parede do quarto. E seria melhor fazer isso o mais rápido possível para não morrer de fraqueza. Essa idéia me veio à cabeça quando me deparei com a minha mesinha de aço, que usava como suporte para o meu vaso de planta.
“Retirei o vaso de cima da mesa e, erguendo firmemente a mesa, comecei a dar fortes golpes na parede. Mas não estava sendo nada fácil quebrar a parede. Depois de muito esforço, uma rachadura foi tudo o que eu consegui. Mesmo assim, continuei tentando. E golpeava a parede cada vez mais, desesperadamente.
“De repente a porta do meu quarto começou a vibrar. Era alguém querendo entrar.
“Com medo, faço tanto barulho na parede, e grito tanto, que quase não reconheço sua voz, Domênica.
“Você pergunta o que está acontecendo, e eu respondo que o gárgula não me deixa sair do quarto. E então você me acusa de estar inventando histórias para não sair da casa, e vê um motivo para finalmente me expulsar do meu lar. Esse motivo era que eu estava louco e precisava ser internado para tratamento médico.
“Cheguei a pensar que você poderia entrar e tirar o gárgula do meu quarto. Mas o desespero era tão grande que eu tinha medo de você também não conseguir tocá-lo, ou que algo ruim poderia acontecer se eu me aproximasse da porta para abri-la.
“Você chama a polícia. Os policiais arrombam a porta e me agarram no exato momento em que eu estava quase saindo pelo buraco que tinha acabado de fazer na parede! Mas tudo bem, eu te perdôo por isso, minha irmã. Você não entenderia. Você não tem culpa.
“Os policiais me arrastam em direção à porta. Fico desesperado enquanto sou puxado cada vez mais para perto do gárgula. Eu grito, luto com todas as minhas forças, mas em vão. Meu coração bate acelerado, e quando passo pela linha divisória da porta entre o meu quarto e a sala, tenho um ataque cardíaco e acabo morrendo ali mesmo.
“Talvez a causa de minha morte fosse o medo ocasionado pela minha superstição. Mas o que não consigo entender é que mesmo após a morte esse gárgula ainda me atormenta. E isso é estranho porque já não preciso ter medo de mais nada, e chego à conclusão de que se não foi o medo, o que foi então? O gárgula?
“Sim. Mesmo após a morte ele me atormenta. Não sei que idéia absurda foi essa a sua de me presentear com um pertence meu, colocando-o sobre o meu túmulo para me homenagear. Mas saiba que por causa DELE, não estou conseguindo fazer a passagem definitiva e completa para o plano espiritual. Portanto, tire esse maldito gárgula de cima do meu túmulo!”.
— Spencer
Alguém bate na porta. Domênica atende.
— A senhora se chama Domênica? – pergunta um homem de aparência bastante simples, carregando uma pasta na mão.
— Sim. – responde Domênica, um pouco surpresa.
— É um prazer conhecê-la, senhora Domênica. Meu nome é Marcos Silva, eu sou médium. E estou aqui a pedido de seu irmão Carlos, ele quer muito falar com a senhora.
— Como assim? Meu irmão morreu dias atrás!
— Eu sei disso, senhora. É por isso que eu estou aqui. E ficaria muito agradecido se a senhora me convidasse para entrar.
— Claro, entre. – diz Domênica um pouco desconfiada.
Domênica pede para que o médium sente no sofá, mas ele prefere ficar na mesa, onde põe alguns papéis e uma caneta que estavam em sua pasta.
— A senhora acredita em espiritismo, Domênica? – pergunta o médium.
— Não sei se posso acreditar nisso. Não estou familiarizada com o assunto.
O médium põe as mãos cruzadas sobre a mesa, e olhando fixamente para Domênica, tenta dar uma breve explicação. Diz que muitas pessoas, após a morte, precisam resolver um assunto que ficou pendente no plano terrestre, caso contrário terão dificuldades para evoluir espiritualmente. E esse era o caso de seu irmão Carlos, ele precisava falar com ela, queria sua ajuda.
— E como ele vai falar comigo? – pergunta Domênica, sem saber se acreditava ou não.
— Através da psicografia, que é um método em que o espírito usa para se comunicar com os vivos. – responde o médium apontando para os papéis sobre a mesa – Tudo que ele disser eu vou escrever nestes papéis que a senhora está vendo.
Mas Domênica parece um pouco confusa.
— Escute, senhor Marcos. Meu marido ainda não chegou. Não sei se devo...
O médium a interrompe:
— Sei que você e seu irmão não eram muito próximos. Ele me disse isso. Mas você precisa ouvir o que ele tem a dizer. Carlos está precisando de ajuda, e quer que você o ajude. O motivo eu não sei, mas isso vai trazer conforto ao seu coração.
— E o senhor vai fazer isso agora? – pergunta Domênica.
— Sim – responde Marcos.
— Tudo bem. Eu precisava mesmo de algumas respostas. Não que eu acredite completamente nisso, mas respeito sua crença. Nunca entendi direito o meu irmão, mas não foi minha culpa minha ele ter morrido do jeito que morreu. Ele estava louco!
Marcos apenas diz:
— Eu entendo. Não se culpe por algo que você já foi perdoada. – Então ele põe a mão esquerda sobre a testa, e com a direita começa a escrever. E assim começa a psicografia:
“Minha irmã Domênica, eu a perdôo.
“Quando eu era vivo, tive que cuidar de nossa mãe doente na casa dela. Você sabe disso. Eu não preciso dizer. Mas o que você não sabe é que passei várias noites sem dormir direito por causa dela. Muitas vezes, durante a madrugada, eu era acordado pelos gritos de nossa mãe. Ela pedia socorro, queria água, estava com falta de ar, etc. Eu sozinho tive que cuidar de uma senhora doente.
“Você raramente nos visitava. Mamãe sentia muito a sua falta. Mesmo assim, eu te perdôo.
“Tive também que cuidar da casa, do jardim e das tarefas domésticas. Eu já estava bastante acostumado com essa casa. Mas quando mamãe morreu, você finalmente apareceu para reclamar seus direitos sobre a casa. Mamãe não fez testamento. E a casa naturalmente é sua porque sou filho adotivo, enquanto você é filha verdadeira.
“Pedi para você me deixar a casa, já que fiquei dez anos nela cuidando de nossa mãe. Além disso, você só aparecia no natal e já morava num apartamento próprio com seu marido. Mas resolveu sair do apartamento para morar na casa. E deixou que eu ficasse apenas se trabalhasse como seu empregado e dormisse no quarto de hóspedes. Mas tudo bem, eu te perdôo. Você não sabia o que estava fazendo. Não sabia o quanto aquela casa significava para mim. Porém, o que tenho a lhe dizer é bem diferente.
“Você lembra que eu sempre fui apaixonado por igrejas? Eu estava na faculdade de arquitetura. Tinha acabado de conseguir uma bolsa de estudos quando me apaixonei pela arquitetura das catedrais. Sempre quis viajar para ver de perto as igrejas góticas que eu só conhecia através de fotografias. Mas me via impossibilitado de fazer qualquer viagem, já que mamãe precisava de mim. E o que me restava era sonhar para combater a loucura que se apoderava de minha mente. Sim, cuidar de minha mãe estava me deixando louco. Eu me sentia um enfermeiro escravo de um hospital quase vazio, assombrado pelo fantasma doente de minha mãe.
“Nunca vi nada tão belo como aquelas manifestações artísticas que marcaram o período entre os séculos XII e XVI, inicialmente chamadas de “arte dos godos” pelos artistas do Renascimento.
“O que mais me atraía nessa arquitetura gótica era a forma vertical de suas igrejas, simbolizando o desejo de espiritualidade.
“Domênica, sou agora um espírito que precisa subir tal como a arquitetura dessas igrejas. Mas para isso quero que você me ajude.
“Não me importo mais com as igrejas que não pude conhecer. Quem sabe você não possa conhecê-las por mim? Tenho certeza de que você iria maravilhar-se com o gótico clássico das catedrais de Chartres, de Reims e de Amiens, na França.
“Talvez você ficasse impressionada com o mosteiro da ordem de Cluny, ou a igreja da Madeleine de Troyes, em Paris, onde a arquitetura possui a forma de chamas, num estilo chamado “flamboyant”, que quer dizer flamejante em nossa língua.
“Recomendo também uma visita à abadia de Westminster, nas ilhas britânicas.
“É como se eu já tivesse visitado todos esses lugares, como se eu fizesse parte deles. Mesmo os conhecendo apenas por fotografias, sinto que já vivi na época em que surgia essa arquitetura.
“Por isso, recomendo também uma visita às altas torres e esculturas que decoram as portas e os vitrais das catedrais de Burgos, Toledo e Leon, na Espanha.
“Você iria ficar impressionada com as esculturas. Elas parecem estar em movimento, ou de alguma forma se expressando. Sempre com imagens de Cristo e da Virgem, e sempre mostrando um lado humano na divindade.
“É incrível como as esculturas, em suas posições e formas, narram claramente e de forma didática, a história da vida de Cristo e da Virgem, a Ressurreição e o Juízo Final, as estações do ano e o zodíaco. Tudo isso numa demonstração em que as figuras se relacionam entre si e expressam sentimentos.
“Você vai ficar ainda mais impressionada quando visitar, na Espanha, a Porta do Relógio da catedral de Toledo, o portal da igreja de Santa Maria de Vitória e a Porta Preciosa da catedral de Pamplona. Pois o misticismo aí contido é incrivelmente real.
“A pintura dos vitrais, que são abundantes nas catedrais góticas, pode ser vista em sua forma mais admirável nas catedrais francesas de Chartres e Notre-Dame de Paris, e na de Leon, na Espanha. As cores são muito vivas, brilhantes e dotadas de um detalhismo impressionante devido ao uso da pintura flamenga a óleo, que foi o estilo mais usado e apreciado no mundo gótico. Por isso, sugiro uma apreciação no ‘Políptico da adoração do Cordeiro místico’, de Hubert e Jan van Eyck.
“É claro que essa admiração pela arquitetura gótica levou-me a apreciar suas tendências posteriores. Como é o caso do romantismo e suas tendências medievais. Tal continuação do mundo gótico é chamado de Neogótico ou pseudo-gótico na Inglaterra, que em 1755 é adotado pelo escritor Horace Walpole, criador do chamado romance gótico. Esse escritor mandou construir réplicas de autênticas ruínas góticas em sua famosa residência de Strawberry Hill. Por isso, sugiro que visite também o mais importante monumento neogótico da Inglaterra: o Parlamento, em Londres, construído entre 1837 e 1843 por Charles Berry e Augustus Pugin.
“Porém, antes de visitar todos esses lugares, você deve ter a coragem de visitar o meu túmulo. Vou lhe dizer o motivo:
“Certo dia, consegui visitar uma catedral. Na entrada, bem na porta, havia um gárgula. Um animal de pedra, figura grotesca alada que fica na entrada das catedrais góticas, olhando desafiadoramente as pessoas que entram no local sagrado. A crença diz que os gárgulas protegem as igrejas de invasores indesejados. Há também a lenda que diz serem eles verdadeiros seres num corpo de pedra, do tamanho de um homem. Mas esse era pequeno. Não chegava nem na minha cintura.
“O fato é que quando olhei para o gárgula, não consegui entrar na igreja. Tive a impressão de que ele estava vivo, que realmente estava me olhando, me desafiando. Fiquei com medo de entrar na igreja. Tentei várias vezes. Abandonava e depois voltava ao local constantemente, mas não consegui. Aquele maldito ser infernal estava atrapalhando minha visita. Eu simplesmente não conseguia entrar na catedral!
“Foi então que resolvi tirá-lo de lá para que ele não atrapalhasse mais a minha entrada. Sim, eu roubei o gárgula!
“E não parou por aí.
“Levei aquela criatura de pedra para o meu quarto.
“Na época mamãe já tinha morrido.
“Deixei o maldito sobre a mesa, próximo à porta. Fiquei um bom tempo observando sua face, como seu olhar metia medo e como parecia vivo! Fiquei tanto tempo observando o gárgula que nem me dei conta de que dormi. Sonhei com o gárgula. Parece irônico, mas nem em meus sonhos ele me deixou em paz. Sonhei que ele se aproximava cada vez mais de mim com aquele seu olhar desafiador.
“Seus olhos foram ficando vermelhos, como sangue. E de sua boca começou a jorrar sangue. Em grandes quantidades!
“Acordei horrorizado. E lembrei que muitos gárgulas serviam de goteira esculpida para escoar a água das calhas longe das paredes. Já o sangue me fez lembrar do sangue de Cristo.
“Percebendo minha loucura, voltei a mim, sentado na cama, e olhei o gárgula sobre a mesa. E para não afundar ainda mais na insanidade, resolvi tirá-lo de meu quarto. Mas tive medo de tocá-lo!
“Em seu olhar desafiador, ele me impedia.
“Resolvi então sair do quarto. Mas não consegui! O gárgula estava ao lado da porta me desafiando. Parecia dizer: ‘Ouse passar por aqui!’.
“E fiquei no meu quarto. O dia inteiro, a noite inteira.
“Não havia janela, você sabe. E eu estava com fome. E desesperado.
“Seria um aviso? Uma maldição?
“Ele parecia dizer: ‘Olhe para os meus olhos... e morra!’.
“Fiquei pensando se isso não poderia ser fruto da minha imaginação. Uma neurose baseada numa fantasia criada por mim mesmo. Mas nossas fantasias, as que criamos, não poderiam tornar-se realidade? Quando fantasiamos muito sobre algo, isso não poderia ter sido influenciado por algo real? E se aquele gárgula, que parecia não estar vivo, que parecia não estar ali, realmente estava? Hoje sei que pode haver uma presença onde a sentimos, mesmo que de forma absurdamente fraca. Estaria a estátua possuída por uma presença que foi fruto de uma fantasia alimentada ao longo dos anos pela realidade? Como a lenda de uma criação tão perfeita, mesmo que fantasiosa, passa de geração a geração sem possuir origem? Será que matamos constantemente nossas aberrações que constantemente reclamam por seu lugar na existência?
“O fato é que eu não conseguia passar pela porta do meu quarto, não conseguia sair com o gárgula impedindo minha passagem. Também não conseguia tirá-lo dali, pois eu tinha medo de tocá-lo. Pior: eu não conseguia me aproximar dele.
“Até que tive uma idéia. Resolvi quebrar a parede do quarto. E seria melhor fazer isso o mais rápido possível para não morrer de fraqueza. Essa idéia me veio à cabeça quando me deparei com a minha mesinha de aço, que usava como suporte para o meu vaso de planta.
“Retirei o vaso de cima da mesa e, erguendo firmemente a mesa, comecei a dar fortes golpes na parede. Mas não estava sendo nada fácil quebrar a parede. Depois de muito esforço, uma rachadura foi tudo o que eu consegui. Mesmo assim, continuei tentando. E golpeava a parede cada vez mais, desesperadamente.
“De repente a porta do meu quarto começou a vibrar. Era alguém querendo entrar.
“Com medo, faço tanto barulho na parede, e grito tanto, que quase não reconheço sua voz, Domênica.
“Você pergunta o que está acontecendo, e eu respondo que o gárgula não me deixa sair do quarto. E então você me acusa de estar inventando histórias para não sair da casa, e vê um motivo para finalmente me expulsar do meu lar. Esse motivo era que eu estava louco e precisava ser internado para tratamento médico.
“Cheguei a pensar que você poderia entrar e tirar o gárgula do meu quarto. Mas o desespero era tão grande que eu tinha medo de você também não conseguir tocá-lo, ou que algo ruim poderia acontecer se eu me aproximasse da porta para abri-la.
“Você chama a polícia. Os policiais arrombam a porta e me agarram no exato momento em que eu estava quase saindo pelo buraco que tinha acabado de fazer na parede! Mas tudo bem, eu te perdôo por isso, minha irmã. Você não entenderia. Você não tem culpa.
“Os policiais me arrastam em direção à porta. Fico desesperado enquanto sou puxado cada vez mais para perto do gárgula. Eu grito, luto com todas as minhas forças, mas em vão. Meu coração bate acelerado, e quando passo pela linha divisória da porta entre o meu quarto e a sala, tenho um ataque cardíaco e acabo morrendo ali mesmo.
“Talvez a causa de minha morte fosse o medo ocasionado pela minha superstição. Mas o que não consigo entender é que mesmo após a morte esse gárgula ainda me atormenta. E isso é estranho porque já não preciso ter medo de mais nada, e chego à conclusão de que se não foi o medo, o que foi então? O gárgula?
“Sim. Mesmo após a morte ele me atormenta. Não sei que idéia absurda foi essa a sua de me presentear com um pertence meu, colocando-o sobre o meu túmulo para me homenagear. Mas saiba que por causa DELE, não estou conseguindo fazer a passagem definitiva e completa para o plano espiritual. Portanto, tire esse maldito gárgula de cima do meu túmulo!”.
Uma bola de luz deixou um rastro
Saímos eu e minha mãe do portão pra fora, e ela ficou lá parada conversando com a mãe desse meu coleguinha, enquanto eu fiquei parado em cima do passeio, esperando por ela.
Depois de alguns instantes, eu vi claramente uma bola de luz que calculei ser do tamanho do pulso de um homem adulto, passar por cima de um parque florestal que tinha ao lado da nossa casa. Era uma bola azul esbranquiçada e muito bonita. Ela passou rápido, e fazia uma trajetória em onda, deixando um rastro perfeito atrás de si.
Na hora eu virei para minha mãe e puxei o seu vestido com pressa, perguntando se ela havia visto. Eu estava eufórico, porque achei aquilo muito legal! A minha mãe ficou perguntando, sem me dar muita bola, o que é que eu havia visto... Eu falava:
- Você não viu?! Aquela bola! Uma bola de luz!!
Nem ela nem a sua amiga sabiam do que eu estava falando. Mas a minha derradeira testemunha viu também, para provar que eu não estava vendo coisas...
Era uma menina, um pouco mais velha do que eu, e prima do aniversariante. Ela estava saindo pelo portão da garagem, um pouco mais abaixo, e disse pra mim lá de baixo:
- Jeferson, eu vi também! Nossa, que legal!
Nós ficamos ali, na esquina, parados. Tentando adivinhar o que é que havíamos visto. Nunca mais eu vi algo parecido, infelizmente.
Agradecimentos à Jeferson pela postagem.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A Borboleta da Morte
Minha avó era costureira, e na maioria das vezes ela ia trabalhar nas casas das madames ricas da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela disse que uma vez estava trabalhando na casa de uma pessoa e escutou barulhos de panelas batendo umas nas outras, ela estava sozinha na casa (esse relato eu conto outro dia).
Minha avó trabalhava muito duro e nos finais de semana ela costurava em casa. Em um belo dia quando ela estava costurando, ela viu voar uma borboleta negra dentro de casa. Minha avó começou a ficar desesperada!!! Só estavam minha mãe e ela em casa, minha mãe sempre ajudava a minha avó na costura.
Minha avó começou a chorar e disse à minha a mãe:
- Oh meu Deus! Sua avó, a minha mãe acabou de morrer!!!!
E depois a minha mãe disse à minha avó:
- Do que a senhora está falando? Ela escreveu uma carta umas semanas atrás e estava bem. Ninguém morreu!
A minha avó disse à minha mãe que a borboleta negra veio trazer notícia de morte. Minha avó é portuguesa e a família dela toda, inclusive a mãe dela, moram em uma aldeia em Portugal, então a comunicação fica difícil, ninguém tinha telefone no interior de Portugal, então minha avó se comunicava através de cartas do Brasil para Portugal.
Minha mãe me contou que uns dias depois da borboleta aparecer elas receberam uma carta, dizendo que a mãe da minha avó havia falecido na data "tal" (no mesmo dia em que a minha vó viu a borboleta negra e começou a chorar).
Uma coisa que eu me pergunto até hoje: Como a minha avó sabia que era mãe dela? Poderia ser qualquer outra pessoa… Isso me deixou toda arrepiada
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Uma estranha Mariposa
O que vou contar aqui me aconteceu a alguns meses atrás, enquanto eu estava indo dormir depois de ter passado da hora. Havia ficado muito tempo na internet conversando com alguns amigos, e por culpa disso acabei me perdendo no horário e ficando até tarde. Arrumei as coisas para a escola que eu teria no dia seguinte, coloquei o pijama e me deitei silenciosamente, pois não queria acordar meus pais. Já devia ser passado da 1 hora ou talvez um pouco mais. Não sei dizer.
Me cobri com cuidado até os ombros e fechei os olhos para tentar dormir. Demorou pelo menos uma hora e meia para ficar realmente com sono, e naquele ponto estava quase dormindo, quando vi, mesmo com os olhos fechados, algo brilhante passar por mim. Achei um pouco estranho, então abri os olhos para ver o que era e me assustei quando percebi uma criaturinha estranha voando pelo quarto, distraída como se nem tivesse me visto ali.
Ela era estranha. Parecia uma mariposa de uns 8 centímetros, tinha um tom azul turquesa nas asas que brilhavam suavemente, mas capazes de iluminar boa parte do meu quarto (ele não é enorme, mas pequeno não é. Diria um tamanho médio, mais alto do que largo) e haviam duas "cordas" saindo da parte de trás dela, da grossura de um cadarso mais ou menos (pareciam cadarsos), cerca de uns 10 centímetros cada uma. Elas brilhavam muito mais intensamente do que as asas da mariposa, tão ofuscantes que mais pareciam ser feitas de neon. Não consegui ver seu corpo, mas parecia ser pequeno, na mesma medida do de uma borboleta, talvez. Ela flutuava tão tranquila como se não houvesse oxigênio no quarto, principalmente os dois "cordões".
Ela estava voando muito perto do meu rosto, congelei com o pavor por causa daquela aparição repentina, mas era como se a pequena mariposa não pudesse me ver, ao menos eu sentia isso. Ela voava dançando por uma rota irregular, mas eu não ousava nem segui-la com o olhar. Ela me dava medo. Eu sentia de algum modo que se a olhasse, eu correria perigo. Era como se eu já corresse perigo, só por ela estar ali por perto. Acabei cerrando os olhos de tão assustada.
Fiquei esperando assim, sem nem me mover, na esperança de que ela fosse embora. Aguardei uns 15 minutos eu acho, até não poder ver sua luz neon através das pálpebras, então abri os olhos devagar para checar se ela havia mesmo ido embora, mas para o meu azar ela ainda estava por ali. Voava perto do teto, longe de mim, o bastante para eu não ter visto sua luz por trás das pálpebras, voava em círculos irregulares ao redor do meu ventilador de teto, mas logo se dirigiu à parede onde estava encostada a cama, quando, ao que eu senti, havia finalmente percebido que eu estava ali. Ela voou rente à parede um pouco mais rápido do que seu planeio tranquilo de antes, e quando estava perto de atingir a parede que ficava à sua frente ela simplesmente sumiu.
Eu não a vi desde então, mas até hoje a lembrança daquela presença me incomoda. É como se eu sentisse um pedacinho da morte toda vez que me lembro dela. Mesmo ela sendo tão linda, mesmo parecendo tão tranquila. A agonia e o pânico que senti naqueles poucos momentos, naquela breve experiência ainda se mantém vivos em mim, me atormentando pelo fato de eu não entender o que tinha ocorrido. Queria muito, mas muito mesmo, saber as respostas. Espero que aqui eu as encontre.
Me cobri com cuidado até os ombros e fechei os olhos para tentar dormir. Demorou pelo menos uma hora e meia para ficar realmente com sono, e naquele ponto estava quase dormindo, quando vi, mesmo com os olhos fechados, algo brilhante passar por mim. Achei um pouco estranho, então abri os olhos para ver o que era e me assustei quando percebi uma criaturinha estranha voando pelo quarto, distraída como se nem tivesse me visto ali.
Ela era estranha. Parecia uma mariposa de uns 8 centímetros, tinha um tom azul turquesa nas asas que brilhavam suavemente, mas capazes de iluminar boa parte do meu quarto (ele não é enorme, mas pequeno não é. Diria um tamanho médio, mais alto do que largo) e haviam duas "cordas" saindo da parte de trás dela, da grossura de um cadarso mais ou menos (pareciam cadarsos), cerca de uns 10 centímetros cada uma. Elas brilhavam muito mais intensamente do que as asas da mariposa, tão ofuscantes que mais pareciam ser feitas de neon. Não consegui ver seu corpo, mas parecia ser pequeno, na mesma medida do de uma borboleta, talvez. Ela flutuava tão tranquila como se não houvesse oxigênio no quarto, principalmente os dois "cordões".
Ela estava voando muito perto do meu rosto, congelei com o pavor por causa daquela aparição repentina, mas era como se a pequena mariposa não pudesse me ver, ao menos eu sentia isso. Ela voava dançando por uma rota irregular, mas eu não ousava nem segui-la com o olhar. Ela me dava medo. Eu sentia de algum modo que se a olhasse, eu correria perigo. Era como se eu já corresse perigo, só por ela estar ali por perto. Acabei cerrando os olhos de tão assustada.
Fiquei esperando assim, sem nem me mover, na esperança de que ela fosse embora. Aguardei uns 15 minutos eu acho, até não poder ver sua luz neon através das pálpebras, então abri os olhos devagar para checar se ela havia mesmo ido embora, mas para o meu azar ela ainda estava por ali. Voava perto do teto, longe de mim, o bastante para eu não ter visto sua luz por trás das pálpebras, voava em círculos irregulares ao redor do meu ventilador de teto, mas logo se dirigiu à parede onde estava encostada a cama, quando, ao que eu senti, havia finalmente percebido que eu estava ali. Ela voou rente à parede um pouco mais rápido do que seu planeio tranquilo de antes, e quando estava perto de atingir a parede que ficava à sua frente ela simplesmente sumiu.
Eu não a vi desde então, mas até hoje a lembrança daquela presença me incomoda. É como se eu sentisse um pedacinho da morte toda vez que me lembro dela. Mesmo ela sendo tão linda, mesmo parecendo tão tranquila. A agonia e o pânico que senti naqueles poucos momentos, naquela breve experiência ainda se mantém vivos em mim, me atormentando pelo fato de eu não entender o que tinha ocorrido. Queria muito, mas muito mesmo, saber as respostas. Espero que aqui eu as encontre.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O espírito do meu avô se comunicou através da brincadeira do copo
Olá colegas do sobrenatural. Hoje venho aqui relatar para vocês outra história verdadeira, mas desta vez quem conta essa história é a minha mãe, que estava presente na brincadeira do copo junto com uma prima nossa e mais duas amigas.
Minha mãe até hoje se arrepia quando me conta esse fato, ela diz que foi tudo verdade, ela também diz: "Natalia, se você acha que estou mentindo, pergunta à sua prima e ao seu pai" (que infelizmente faleceu em 2007, mas nessa época da brincadeira do copo ele estava vivo).
Bem, aqui vai o tal relato:
Era noite, umas 8 ou 9 horas, minha prima naquela época era adolescente e veio na casa da minha mãe dizendo que sua vizinha fizera a brincadeira do copo, e que alguém faleceu, então minha mãe e suas amigas resolveram fazer a tal “brincadeira”. Eu tinha uns 5 anos de idade naquela época (hoje tenho 25). Meu pai e eu estávamos dormindo no quarto enquanto minha mãe, prima e suas amigas “brincavam” do copo na sala.
Elas oravam e invocavam os espíritos e nada… Nada de nenhum espírito vir. Depois de um tempo orando, o copo começou a se mexer sozinho. Minha mãe perguntou ao tal espírito o seu nome, e ele respondeu com as letras do alfabeto: J-O-R-G-E, e depois escreveu o seu sobrenome, e minha mãe perguntou ao espírito:
- Jorge meu sogro?
E ele respondeu:
- Sim.
O espírito do meu avô veio dar uma mensagem, ele pediu à minha mãe que acordasse meu pai pois queria falar com ele, e minha mãe foi até o quarto tentar acordar meu pai. Meu pai sempre foi muito cético, ele disse à minha mãe:
- Pergunta ao espírito quais são os números que vão dar na loteria…
O espírito do meu avô começou a ficar muito zangado. O copo repetia sempre a mesma coisa: "Eu quero falar com Marco" (meu pai), e nada do meu pai querer vir falar com ele.
Depois de minha mãe tanto pedir ao meu pai para falar com o espírito, o mesmo resolveu mandar a mensagem pelo copo, dizendo: "Fala pro Marco que ele vai perder a farda (meu pai, naquela época, era policial militar). Ele vai cometer um crime e depois ele vai preso!!!". O copo tinha tanta energia e tanta força que deslisou e bateu na parede, e quebrou.
Minha mãe não acreditou muito, mas 1 ano depois desse acontecimento, as mesmas coisas que o espírito de meu avô disse que iriam acontecer, começaram a acontecer… Nem dá mesmo pra acreditar!
Eu nunca tive o prazer de conhecer meu avô, ele era espírita kardecista e sempre lia livros espíritas. Ele foi criado na doutrina espírita e faleceu 1 ano antes de eu nascer (1983). Minha mãe me dizia que meu avô era uma pessoa muito tranquila e muito gente boa.
Eu tenho certeza que ele veio avisar ao meu pai para não tomar certas decisões na vida dele, que ele iria acabar pagando... e foi o que aconteceu, infelizmente.
Minha mãe até hoje se arrepia quando me conta esse fato, ela diz que foi tudo verdade, ela também diz: "Natalia, se você acha que estou mentindo, pergunta à sua prima e ao seu pai" (que infelizmente faleceu em 2007, mas nessa época da brincadeira do copo ele estava vivo).
Bem, aqui vai o tal relato:
Era noite, umas 8 ou 9 horas, minha prima naquela época era adolescente e veio na casa da minha mãe dizendo que sua vizinha fizera a brincadeira do copo, e que alguém faleceu, então minha mãe e suas amigas resolveram fazer a tal “brincadeira”. Eu tinha uns 5 anos de idade naquela época (hoje tenho 25). Meu pai e eu estávamos dormindo no quarto enquanto minha mãe, prima e suas amigas “brincavam” do copo na sala.
Elas oravam e invocavam os espíritos e nada… Nada de nenhum espírito vir. Depois de um tempo orando, o copo começou a se mexer sozinho. Minha mãe perguntou ao tal espírito o seu nome, e ele respondeu com as letras do alfabeto: J-O-R-G-E, e depois escreveu o seu sobrenome, e minha mãe perguntou ao espírito:
- Jorge meu sogro?
E ele respondeu:
- Sim.
O espírito do meu avô veio dar uma mensagem, ele pediu à minha mãe que acordasse meu pai pois queria falar com ele, e minha mãe foi até o quarto tentar acordar meu pai. Meu pai sempre foi muito cético, ele disse à minha mãe:
- Pergunta ao espírito quais são os números que vão dar na loteria…
O espírito do meu avô começou a ficar muito zangado. O copo repetia sempre a mesma coisa: "Eu quero falar com Marco" (meu pai), e nada do meu pai querer vir falar com ele.
Depois de minha mãe tanto pedir ao meu pai para falar com o espírito, o mesmo resolveu mandar a mensagem pelo copo, dizendo: "Fala pro Marco que ele vai perder a farda (meu pai, naquela época, era policial militar). Ele vai cometer um crime e depois ele vai preso!!!". O copo tinha tanta energia e tanta força que deslisou e bateu na parede, e quebrou.
Minha mãe não acreditou muito, mas 1 ano depois desse acontecimento, as mesmas coisas que o espírito de meu avô disse que iriam acontecer, começaram a acontecer… Nem dá mesmo pra acreditar!
Eu nunca tive o prazer de conhecer meu avô, ele era espírita kardecista e sempre lia livros espíritas. Ele foi criado na doutrina espírita e faleceu 1 ano antes de eu nascer (1983). Minha mãe me dizia que meu avô era uma pessoa muito tranquila e muito gente boa.
Eu tenho certeza que ele veio avisar ao meu pai para não tomar certas decisões na vida dele, que ele iria acabar pagando... e foi o que aconteceu, infelizmente.
Agradecimentos à natalia pela postagem.
Batidas na cama
Olá! Já passei por algumas experiências estranhas que até poderia se dizer paranormal. Mas hoje vou contar uma que aconteceu comigo há cerca de 3 anos atrás.
Eu estava dormindo, aquele sono pesado, pois havia tomado remédio tranquilizante receitado pela médica. Daí, no meio da noite, meu marido me acordou muuuuuuito assustado, dizendo que alguém tinha esmurrado a cama. Eu nem consegui me assustar, pois estava muito sonolenta.
No outro dia ele veio me contar que ficou todo arrepiado e que tinha certeza de que só poderia ser alguma coisa do mal, pois as pancadas foram tão fortes que ele chegou a acordar.
O detalhe é que nessa época nós estávamos passando por sérias dificuldades no casamento, e creio que aquela foi apenas mais uma manifestação do mal.
Futuramente escreverei sobre outras experiências.
Eu estava dormindo, aquele sono pesado, pois havia tomado remédio tranquilizante receitado pela médica. Daí, no meio da noite, meu marido me acordou muuuuuuito assustado, dizendo que alguém tinha esmurrado a cama. Eu nem consegui me assustar, pois estava muito sonolenta.
No outro dia ele veio me contar que ficou todo arrepiado e que tinha certeza de que só poderia ser alguma coisa do mal, pois as pancadas foram tão fortes que ele chegou a acordar.
O detalhe é que nessa época nós estávamos passando por sérias dificuldades no casamento, e creio que aquela foi apenas mais uma manifestação do mal.
Futuramente escreverei sobre outras experiências.
Agradecimentos à Érika pela postagem no sobrenatural.org
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Magia Negra existe?
Este é um relato tirado de um site de paranormalidades:Já faz algum tempo que estudo bastante a esse respeito. Busco informações em livros em vários idiomas e de diversas culturas, converso com pessoas, vasculho a internet. E o que me leva a escrever este “post” é justamente a quantidade de informações incompletas ou sem fundamentos que encontro em especial na internet, espaço ao qual milhões de pessoas tem acesso.Não é de hoje que o interesse por assuntos Esotéricos tem aumentado, ainda mais com o advento da Nova Era, a Era de Aquário. Isso não é ruim, pelo contrário. Principalmente para nós que por tantos séculos tivemos que ficar escondidos, levando inclusive a criação do conceito moderno de “Ciência Oculta”. Porém trazer ao conhecimento das pessoas definições errôneas ou dúbias não contribui em nada, pelo contrário. Isso só ajuda o surgimento de novos mitos ridículos e estimula a perseguição infundada pelos fundamentalistas religiosos que veem na Nova Era um risco (real) ao seu domínio sobre o Conhecimento. Assim, usarei este espaço para tentar trazer os leitores conceitos mais claros e definições menos “achistas” sobre diversos temas relacionados ao que chamamos de Ciências Esotéricas (e não Ocultas).Para iniciar escolhi um tema que tem sido constantemente discutido e apresentado na mídia, que se trata da Magia Negra. Para começo de conversa e já tentando acabar com esse conceito absurdo, a Magia é uma só e consiste, basicamente, em interagir de forma absoluta com a Natureza e com sua Energia. O termo “Magia Negra” foi disseminado em especial durante o período da Idade Média, a fim de facilitar a perseguição e a segregação dos Esotéricos e impedindo e desestimulando as pessoas de buscarem conhecimento. O termo “Ciências Ocultas” com o tom pejorativo a fim de afastar as pessoas dos estudos de astrologia e da Cabala, por exemplo, também vem desse período. O que há, de fato, é a forma de como se usa os conhecimentos obtidos. A Magia, em si, nada tem de ruim ou bom, assim como qualquer fonte de conhecimento, que pode ser utilizada de forma ética ou não, de forma benéfica ou não. Igualmente, podemos ter o mal uso da política, mas não há “Política Negra”. Apenas e tão somente existe a política.Também é incorreta a afirmação que Magos são bons, os Bruxos maus e os Feiticeiros maus ou bons. Os termos Feiticeiro, Bruxo e Mago denominam níveis de conhecimento e domínio da Magia e a forma de sua aplicação. O Feiticeiro é algo mais intuitivo, ligado mais a manifestação simples dos eventos da Natureza. Indica um nível inicial e basicamente limita-se ao uso de encantamentos pré-concebidos e busca resultados rápidos, porém pouco duradouros. O Bruxo, por sua vez, indica um nível intermediário de conhecimento e nem sempre limita-se ao uso de encantamentos já existentes, podendo criar os seus. Os resultados nem sempre são rápidos e sua duração é incerta.Já o Mago é o nível mais elevado, sendo necessários anos de estudos e a constante busca pelo saber que envolve Astrologia, Cabala, Hermética e atuo-conhecimento, entre outros. Seus encantamentos e procedimentos são próprios e geralmente são anotados cuidadosamente em seus grimórios (diários).Todos eles Feiticeiros, Bruxos e Magos podem usar esses conhecimentos como bem lhe aprouverem (como qualquer profissional por exemplo), sabendo porém que tudo pode regressar a si com tripla força.Espero que ao fim deste texto os leitores possam compreender melhor essa questão e antes de utilizar o termo “Magia Negra” pensem também que há “Política Negra”, “Engenharia Negra”, “Medicina Negra”...
Agradecimentos ao Gabriel pela postagem no site jornal do paranormal.
Agradecimentos ao Gabriel pela postagem no site jornal do paranormal.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A Foto era o enigma
Entre 1991 e 1994 fui acadêmico de História na UFSC, na grande Florianópolis. Em 1992, cursando uma cadeira de arqueologia inicial, fomos com a arqueóloga professora visitar os sambaquis de Joinville, cidade no Vale Itajai no norte de Santa Catarina.
Nesta visita passamos pelo museu histórico daquela cidade, e tiramos algumas fotos. Numa delas eu posei sozinho ao lado de uma carruagem funerária do século XIX. Eu estava com uma jaqueta preta de couro.
Pois bem, de volta a universidade, alguns dias depois meu colega me deu a foto que ele havia tirado (havia tirado umas 30 fotos, mas a individual era somente aquela ao lado da carruagem), sem cerimônia a guardei em casa junto a outras tantas.
Não lembro bem quando começou, mas comecei a ter um mesmo pesadelo repetidas vezes, até durante pequenos sonos às vezes à tarde.
Descrevendo o sonho: eu enquanto deitado era estrangulado por alguém e sempre acordava bufando. Até que num desses dias consegui ver a pessoa ou assombração que me estrangulava. Era um homem todo de preto com vestes de antigos cocheiros. Perguntei o seu nome, e ele me respondeu que era "Hilário", e me disse que ninguém tomaria o lugar dele.
Acordei assustado e numa dessas poderia entrar até em óbito, pensei. Contudo fiquei vários minutos pensando o por que tinha esse tipo de pesadelo, como se alguém quisesse me ver morto. Foi quando me lembrei da foto. Não perdi tempo. Peguei a foto, rasguei em pedaços e queimei. Foi conclusivo, nunca mais tive o mesmo pesadelo.
Hoje, quando vejo comentários sobre fotos que roubam as almas etc, me lembro desse episódio.
Agradecimentos ao Gabriel pela postagem no site jornal do paranormal.
Nesta visita passamos pelo museu histórico daquela cidade, e tiramos algumas fotos. Numa delas eu posei sozinho ao lado de uma carruagem funerária do século XIX. Eu estava com uma jaqueta preta de couro.
Pois bem, de volta a universidade, alguns dias depois meu colega me deu a foto que ele havia tirado (havia tirado umas 30 fotos, mas a individual era somente aquela ao lado da carruagem), sem cerimônia a guardei em casa junto a outras tantas.
Não lembro bem quando começou, mas comecei a ter um mesmo pesadelo repetidas vezes, até durante pequenos sonos às vezes à tarde.
Descrevendo o sonho: eu enquanto deitado era estrangulado por alguém e sempre acordava bufando. Até que num desses dias consegui ver a pessoa ou assombração que me estrangulava. Era um homem todo de preto com vestes de antigos cocheiros. Perguntei o seu nome, e ele me respondeu que era "Hilário", e me disse que ninguém tomaria o lugar dele.
Acordei assustado e numa dessas poderia entrar até em óbito, pensei. Contudo fiquei vários minutos pensando o por que tinha esse tipo de pesadelo, como se alguém quisesse me ver morto. Foi quando me lembrei da foto. Não perdi tempo. Peguei a foto, rasguei em pedaços e queimei. Foi conclusivo, nunca mais tive o mesmo pesadelo.
Hoje, quando vejo comentários sobre fotos que roubam as almas etc, me lembro desse episódio.
Agradecimentos ao Gabriel pela postagem no site jornal do paranormal.
sábado, 5 de junho de 2010
Equipamentos assombrados
O relato é o seguinte: Há alguns anos eu trabalhei em uma escola pública cujo prédio era antigo e entre outras coisas, ele havia servido de oficina metalúrgica para a indústria ferroviária. Como ocorre com uma grande parcela dos colégios públicos neste país, as instalações não primavam pela excelência e a escola estava repleta de mofo, cupins nas janelas, infestações de barata, de pombos, etc., enfim um caos e eu que era secretária de escola, cabiam os pedidos de ofícios para o poder público para suprir as necessidades, ligar para profissionais, enfim, não era porque eu era funcionária pública, que vivia na mamata; tem gente que realmente trabalha e leva a coisa a sério.
Certa vez, minha colega, a Mércia (nome fictício), veio branca me falar que em um dos banheiros havia ocorrido um fato que a apavorara. A torneira de um dos antigos chuveiros havia aberto e fechado na presença dela, o que quase a matara de susto. Bem, como eu falei, os galpões da escola eram velhos, e os chuveiros eram resquícios das antigas funções do prédio, embora eventualmente fossem utilizados pelos alunos e funcionários quando havia alguma festa ou atividade que tínhamos que ficar na escola até mais tarde. Mas como isso era raro, somente alguns dos chuveiros quentes eram utilizados, este em questão estava inutilizado. Pois além de estar endurecido pela falta de uso, a torneira estava enferrujada e emperrada, o que constatei mais tarde.
Voltando ao susto da Mércia, fui com ela até o banheiro, argumentando por se tratar da precariedade das instalações, o encanamento era velho demais para agüentar a pressão da água que descia com força demais para quando eles foram instalados. Fui até o Box e notei que o chão estava molhado e o chuveiro úmido, mas não gotejando. Tentei abrir ou fechar a torneira em vão, pois ela estava dura e não moveu para nenhum dos lados. Lembro-me de ter puxado e empurrado, mas nada de se mover. Sorrimos amarelo uma para outra e eu, muito por presunçosa, dei por satisfeita e fomos saindo. Aí que a coisa ficou tosca: estávamos saindo quando tomei aquele banho gelado e vi que (se vocês não acreditarem para mim tudo bem, eu também não) a torneira estava totalmente aberta! Por segundos, eu não movi sequer o raio da torneira para nenhum lado.
Bom, a coitada da Mércia deu um pinote e saiu desembestada pelos corredores assustando os professores e sala de aula, me deixando sozinha no recinto. Como definitivamente eu não tenho medo de fantasma (eu tenho medo de perereca, de morcego, de grilo, de gafanhoto, mariposa e até de revoada de pombo, enfim das coisas mais estúpidas e inofensivas) e com a maior cara de pastel de feira frio, mandei o tal fantasma às favas e falei para ele que se tivesse algum poder, que fosse fazer algo de útil e não atrapalhasse quem estava trabalhando. Fechei a torneira sem esforço e voltei pisando duro de volta à secretaria, enquanto os alunos e professores me olhavam sem entender o motivo de eu estar encharcada daquela maneira. Um grande mico que paguei naquele dia.
Mais tarde, quando meu chefe chegou e já avisado pelas línguas compridas do povinho que trabalhava lá, ele veio me perguntar do sucedido e eu relatei tudo. O que para meu espanto, o diretor sorriu e ficou aliviado porque ele me disse que outra vez, quando ele estava trabalhando até mais tarde, não havia mais alunos e ele teve que se dirigir até este banheiro e fechar a tal torneira que estava totalmente aberta sem mais e nem menos. E que realmente para conseguir abri-la era necessário que dessem algumas porretadas de tão emperrada que estava, e que ele achou que tivesse entrado alguém, ou que estivesse ficado louco.
Havia outros relatos daquele lugar e eu, sem dúvida, afirmo que foi o pior lugar que eu trabalhei na minha vida. Eu não sei por qual motivo eu nunca gostei do meu trabalho, ou do local, ou da minha função; eu realmente odiava aquilo e até hoje não consegui focar qual era o real motivo do meu rancor.
Houve também um curioso episódio, mas como estava relacionado com um equipamento sensível não posso afirmar se era algo pertencente ao inexplicável. Na secretaria havia uma impressora que deu de imprimir sozinha. O pior é que não abria nenhuma janela do Windows mostrando o procedimento ou aviso. Ela simplesmente ligava e desatava a imprimir documentos antigos, pois ela imprimia coisas de professores que já não trabalhavam mais lá e que há tempos haviam sido excluídos. Era um tal de imprimir antigas listas de presenças, ofícios, apostilas, enfim, eu cheguei a ficar com o professor de informática procurando onde estavam estes arquivos, mas nunca o encontramos. Parecia que ela imprimia direto da placa-mãe. Chamamos um técnico que examinou a impressora e a CPU e ele não encontrou nada de anormal. Acabei por retirar os papeis da bandeja e às vezes quando alguém se esquecia de retirar as sobras, ela começava com as impressões; parecia que ela sabia que tinha papel dando sopa, porque ela nunca fez nenhum barulho de imprimir, nem abria a janela avisando que não tinha papel. Na verdade, isto nunca aconteceu, mesmo que acabasse o papel, e não terminasse de concluir o documento, nunca abriu esta janela.
Este fato também me lembrou de um evento que ocorreu com uma pessoa da minha família. Esta pessoa trabalha em cartório e às vezes ela sente que levantam seu cabelo e lhe fazem cafuné. Ela chegou a ver uma mecha do seu cabelo sendo levantada no espelho do banheiro. Também me contou que um dos seus colegas certa manhã abriu o cartório e estava ajeitando as coisas para a chegada de seus colegas, escutou o tilintar de uma velha máquina de escrever e viu o carro ser levado até o fim. Para que conhece as velhas Remington, sabe o quanto é trabalhoso e pesado soltar a trava, puxá-la e empurrá-la até o fim. Assustado, o funcionário se trancou no banheiro deixando a porta do estabelecimento aberta e só saiu de lá quando seus colegas chegaram.
Bem, pelo que sei, locais como estes são infestados de impressões e de energias das várias pessoas que por lá se aventuram, e eu não duvido que tais coisas aconteçam.
Agradecimentos ao Jaqueline Cristina pela postagem.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Missa de corpo presente
Agradecimentos ao Bareta da viola pela postagem.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Visita ao inferno

Este relato foi tirado de um site de paranormalidades:inferno não iria ficar sofrendo e sim tomar controle de minha situação.
Logo a voz começou a me mostrar e me fez reviver todos os momentos mais desesperadores e tristes em minha vida, mas logo tomei consciência que aquela situação era uma lembrança, que eu estava apenas revivendo algo que eu já tinha vencido e que não havia sentido em sofrer por algo que já tinha vencido. Logo a voz passou para outra fase: a dor física. Eu conseguia sentir todo o tipo de dor possível, mesmo o meu corpo não sendo tocado, era tudo mentalmente. Eu continuava congelado com uma estaca de gelo atravessando meu corpo e uma chama em volta iluminando, mas eu sentia ser cortado, quebrado, queimado. Logo percebi que iria conseguir controlar e até mesmo me acostumar com as dores que eram repetitivas e constantes. Logo a voz me disse que eu tinha passado pelos dois estágios principais no inferno, e que estes dois estágios levam milênios para serem superados, e que quando sua alma passa por estes estágios ela já se corrompeu e tal forma que você não é mais humano, e sim um demônio. Neste momento eu consegui me desprender do meu corpo e comecei a passar e ver milhares de pessoas com estacas de gelo atravessando seus corpos congelados e com a chama em espiral em volta delas, e conseguia ver o que elas estavam vivendo.Neste momento eu acordei. O sonho foi muito interessante e intenso, foi a primeira vez que sonhei com o inferno propriamente dito, mas não me assustei pois é comum desde que tenho consciência da minha existência ter pesadelos dos piores tipos possíveis, e que hoje são apenas sonhos, mas eu fiquei surpreso pelo inferno ser gelo e não fogo como dizem. Eu sempre esperei que quando fosse ao inferno iria ser queimado, torturado, cortado ou até fritado... vai saber! Mas nunca esperei que iria ser congelado, e tudo seria mentalmente feito.Após o sonho fiquei intrigado e comecei a pesquisar, e achei algumas teorias que o inferno seria um lago de gelo, um lago de gelo formado pelas lágrimas de Lúcifer, lágrimas de arrependimento por ter se revoltado contra Deus e que todas as pessoas que vão para o inferno seriam congeladas até o pescoço. Bem, não é como eu vi, mas tem a ver com gelo. Se foi uma visão ou tudo apenas um sonho não posso afirmar, mas por todas as experiências que já tive, irei sempre carregar a dúvida de que nem tudo é o que realmente parece.Bem, este foi meu relato. Irei começar a colocar minhas experiências que tinha desde que era mais novo, e espero que gostem.
Agradecimentos à postagem do Gabriel no site jornal paranormal
O cavaleiro fantasma e a árvore assombrada
Em 1984 se não me falha a memória, um amigo chamado Sérgio contou-me uma pavorosa passagem que sucedida com seu pai e seu finado avô. Eles moravam no interior de São Paulo (cuja cidade não me recordo) e seu pai já contava com 15 anos de idade quando isto aconteceu.
Havia uma trilha da fazenda onde moravam que levava até a cidade, nesta trilha passavam por uma árvore muito misteriosa. Segundo relatos, um antigo fazendeiro havia enterrado todo seu ouro próximo dela e todos os transeuntes que por ali passavam sentiam um calafrio na espinha e por vezes diziam que a dita árvore balançava todos os galhos mesmo sem ter vento.
Num sábado à noite, voltando de um baile na cidade pela tal trilha, pai e filho já muito embriagados, avistaram debaixo da tal árvore um cavaleiro todo vestido de negro que os fitava fixamente... Encorajados pela bebida aproximaram-se e viram que o cavaleiro era um senhor aparentando idade avançada que possuía uma barba grande e grisalha... O cavalo refugou quando os dois se aproximaram mais e o pai dirigiu-se ao cavaleiro com as seguintes palavras:
- Ei velho... mostre-nos onde tem ouro enterrado por aqui! Nós não temos medo e precisamos do ouro...
Uma voz "tétrica e forte" respondeu prontamente:
- Leve o garoto pra casa e traga uma pá que eu te mostro onde o meu ouro está enterrado, mas você tem que vir sozinho entendeu? Se tiver coragem de voltar meu ouro será seu.
Pai e filho sentiram um calafrio sobrenatural subir pela espinha e voltaram correndo para casa.
Depois desse episódio, a tal trilha só era percorrida durante o dia e por muitos anos evitaram falar do assunto até que se mudaram para São Bernardo.
Havia uma trilha da fazenda onde moravam que levava até a cidade, nesta trilha passavam por uma árvore muito misteriosa. Segundo relatos, um antigo fazendeiro havia enterrado todo seu ouro próximo dela e todos os transeuntes que por ali passavam sentiam um calafrio na espinha e por vezes diziam que a dita árvore balançava todos os galhos mesmo sem ter vento.
Num sábado à noite, voltando de um baile na cidade pela tal trilha, pai e filho já muito embriagados, avistaram debaixo da tal árvore um cavaleiro todo vestido de negro que os fitava fixamente... Encorajados pela bebida aproximaram-se e viram que o cavaleiro era um senhor aparentando idade avançada que possuía uma barba grande e grisalha... O cavalo refugou quando os dois se aproximaram mais e o pai dirigiu-se ao cavaleiro com as seguintes palavras:
- Ei velho... mostre-nos onde tem ouro enterrado por aqui! Nós não temos medo e precisamos do ouro...
Uma voz "tétrica e forte" respondeu prontamente:
- Leve o garoto pra casa e traga uma pá que eu te mostro onde o meu ouro está enterrado, mas você tem que vir sozinho entendeu? Se tiver coragem de voltar meu ouro será seu.
Pai e filho sentiram um calafrio sobrenatural subir pela espinha e voltaram correndo para casa.
Depois desse episódio, a tal trilha só era percorrida durante o dia e por muitos anos evitaram falar do assunto até que se mudaram para São Bernardo.
Agradecimentos à postagem do Bareta da Viola no site Sobrenatural.org
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